GP da Brã-Bretanha 2017: Resumo dos treinos livres da Haas F1 Team...

GP da Brã-Bretanha 2017: Resumo dos treinos livres da Haas F1 Team em Silverstone

Antonio Giovinazzi, o 3º piloto da Scuderia Ferrari, tomou o volante do VF-17 na primeira sessão, graciosamente cedido por Magnussen, que permitiu a Giovinazzi ganhar mais experiência de Fórmula 1

43

VF-17 da Haas F1 TeamO décimo round do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 iniciou-se esta Sexta-feira no Silverstone Circuit, onde as equipas começaram a preparação do Grande Prémio da Grã-Bretanha, que se realiza no Domingo. Foram realizadas duas sessões de treinos-livres de noventa minutos no circuito de 5,891 quilómetros e dezoito curvas com temperaturas baixas e o céu encoberto, tendo António Giovinazzi se juntado aos dois pilotos regulares da Haas F1 Team, Romain Grosjean e Kevin Magnussen.

Giovinazzi, o terceiro piloto da Scuderia Ferrari, tomou o volante do VF-17 na primeira sessão, graciosamente cedido por Magnussen, que permitiu a Giovinazzi ganhar mais experiência de Fórmula 1. O piloto de vinte e três anos de Martina Franca (Itália), substituiu no início da temporada o lesionado Pascal Wehrlein, na Sauber, durante a primeira sessão de testes de Inverno no Circuit de Barcelona – Catalunya e nos Grandes Prémios da Austrália e da China. Esta é a primeira das sete primeiras sessões de treinos-livres em que Giovinazzi pilotará para a Haas F1 Team.

Giovinazzi completou um total de vinte e quatro voltas, tendo a melhor sido de 1m32,031s, na sua vigésima segunda passagem pela linha de meta, o que o colocou no décimo-sexto lugar. Foi uma sessão sem problemas para Giovinazzi, que rodou exclusivamente com pneus Pirelli P Zero Amarelo/Macio.

Grosjean também completou vinte e quatro voltas na primeira sessão com a sua melhor marca, 1m31,610s, na décima-quarta vez que passou pela recta da meta, a deixá-lo no décimo quarto lugar. Grosjean iniciou a primeira sessão com pneus médios e depois de sete voltas, mudou para pneus macios.

Valtteri Bottas foi o mais rápido na primeira sessão, com uma marca de 1m29,106s, deixando o segundo classificado, Lewis Hamilton, a 0,078s. Tanto Bottas como Hamilton foram mais rápidos que o anterior recorde da pista – 1m29,243s, assinado por Hamilton durante a Q2 da qualificação para o Grande Prémio da Grã-Bretanha do ano passado.

Magnussen regressou ao seu Haas VF-17 na segunda sessão de treinos-livres e rapidamente mostrou rapidez. Completou trinta e três voltas, tendo na melhor, a décima, registado o crono de 1m30,835s, ficando no décimo-sétimo posto da tabela de tempos. Grosjean melhorou a sua marca da manhã em 0,949s, 1m30,661s, na sua décima-quarta passagem pela recta da meta, alcançado o décimo-quarto posto. Ambos os pilotos completaram trinta e três voltas, registando a suas melhores marcas com pneus supermacios, depois de terem iniciado a sessão com macios.

Grosjean e Magnussen usaram travões da Carbon Industrie (CI) nos seus respectivos VF-17 na segunda sessão, depois de Grosjean e Giovinazzi terem utilizado travões Brembo na primeira. A equipa usou pela primeira vez o pacote de travões da CI em Abril, nos testes realizados no Bahrein International Circuit, em Sakhir, e depois nas duas primeiras sessões de treinos-livres do Grande Prémio do Bahrein, no final de Abril. A segunda sessão de treinos-livres de Silverstone marcou a primeira vez que a Haas F1 Team usou travões CI desde a Rússia. Os da Brembo foram usados em toda a restante temporada.

O duo da Mercedes, Bottas e Hamilton, dominou a segunda sessão, com Bottas a mostrar-se mais rápido que o seu colega de equipa por 0,047s, com uma volta de 1m28,496s. Os cinco primeiros pilotos da sessão bateram os recorde de 2016 de Hamilton.

No conjunto das duas sessões, a Haas F1 Team completou cento e catorze voltas – cinquenta e sete através de Grosjean, trinta e três por Magnussen e vinte e quatro por Giovinazzi.



Comentários

Romain Grosjean (#8)
“Foi um dia de trabalho. Não somos tão rápidos como fomos na Áustria, neste momento do fim-de-semana. Estamos com algumas dificuldades em colocar os pneus na janela de funcionamento, possivelmente, devido às baixas temperaturas, mas não tenho a certeza. Mudámos os travões durante o almoço, dos Brembo para os Carbon Industrie, o que não tornou a nossa vida mais fácil. Há muito mapeamento para fazer que tem que ser feito nos bastidores. Foi um grande trabalho. Tivemos também a avaliar o comportamento do carro com tanque vazio e tanque cheio. Não diria que estou 100% satisfeito com o carro, mas temos algumas ideias sobre o que fazer amanhã”.

Kevin Magnussen (#20)
“Inicialmente, foi só habituar-me ao carro e à pista o mais rapidamente possível, depois de ter estado de fora na primeira sessão. Adaptei-me rapidamente. O vento não estava muito mau, mas mesmo assim teve um efeito – é sempre esse o caso aqui em Silverstone, que é muito plano e aberto. Não sei o que se passará amanhã, mas se o vento se mantiver, terá um efeito. No entanto, estes carros são fantásticos de pilotos aqui e as expectativas foram alcançadas. É extraordinária a velocidade com que fazemos as curvas, especialmente as de alta velocidade. Temos algumas coisas para afinar amanhã, mas estou ansioso por verificar o que podemos fazer”.

Antonio Giovinazzi (FP1 Driver)
“Antes de mais, quero agradecer à Scuderia Ferrari por esta oportunidade. Foi uma boa sessão. O meu último teste foi no Bahrein com a Ferrari já há muito tempo; portanto, poder regressar ao carro foi muito bom. Foi uma sessão para efectuar o máximo de voltas que pudesse. Não cometemos erros, tentámos algumas coisas, e eu estava confiante no carro. Estava muito satisfeito com a nossa performance. É bom perceber como diferentes equipas trabalham. Estou ansioso por realizar as minhas restantes seis sessões de treinos-livres com a Haas F1 Team.

É uma equipa fantástica, estou muito satisfeito por me ter juntado e darei o meu melhor. Comecei esta sessão numa das pistas mais difíceis, com muito apoio aerodinâmico e muitas curvas rápidas. Penso que ter ficado a quatro décimos de segundo do Grosjean é muito bom. Ele, é evidente, tem muita experiência. Mal posso esperar por regressar ao carro na Hungria. É também uma pista difícil, mas tenho já alguma confiança no carro, portanto, será mais fácil para mim”.

Guenther Steiner (Team Principal)
“Foi um dia de trabalho. O António pilotou um dos nossos carros na primeira sessão e realizou um bom trabalho. Tivemos algumas dificuldades em colocar os carros em pista, devido a alguns problemas electrónicos – que resolvemos, e com o segundo jogo de pneus tudo correu bem. Não houve nada de mais durante o dia.

Os pilotos têm ainda que se ajustar aos novos travões, que usaram na segunda sessão de treinos-livres. Temos agora que analisar as nossas séries longas – que foram sólidas. Temos que olhar para os dados e verificar onde estamos, prepararmos a terceira sessão e conseguir uma boa afinação para a qualificação e qualificarmo-nos bem”.