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GP da Bélgica 2017: Resumo dos treinos-livres da Haas F1 Team em Spa

Magnussen registou o 16º tempo na primeira sessão – 1m48,615s, realizado na décima primeira volta - e Grosjean ficou logo de seguida, no 17º lugar – 1m48,626s, na décima quinta volta. Ambos os pilotos realizaram os seus melhores cronos com pneus supermacios.

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VF-17 da Haas F1 TeamA décima segunda ronda do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 de 2017 começou com os treinos-livres, esta Sexta-feira, no Circuit de Spa-Francorchamps, permitindo às equipas prepararem o Grande Prémio da Bélgica que se realiza no Domingo. Duas sessões de noventa minutos realizadas no circuito de 7,004 quilómetros e dezanove curvas sofreram condições climatéricas díspares.

Situado na região das Ardenas, sul da Bélgica, Spa-Francorchamps é a pista mais longa da Fórmula 1 e produz algumas das velocidades mais elevadas da categoria, com médias de 220 Km/h. O traçado é também conhecido por sofrer alterações climatéricas rapidamente, e foi isso que aconteceu na Sexta-feira: a primeira sessão decorreu sob sol e temperaturas temperadas, ao passo que a segunda iniciou-se com nuvens e terminou com chuva.

Os pilotos da Haas F1 Team, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, fizeram-se à pista ondulante, tendo cada um deles registado vinte voltas na primeira sessão e quinze na segunda. O duo realizou programas similares ao longo do dia, iniciando a primeira sessão com pneus Pirelli P Zero Amarelo/Macio para depois trocaram para os supermacios, que proporcionam mais aderência.

Magnussen registou o décimo sexto tempo na primeira sessão – 1m48,615s, realizado na décima primeira volta – e Grosjean ficou logo de seguida, no décimo sétimo lugar – 1m48,626s, na décima quinta volta. Ambos os pilotos realizaram os seus melhores cronos com pneus supermacios.

Kimi Raikkonen, da Scuderia Ferrari, foi o mais rápido com uma volta 1m45,502s. Apenas a 0,053s ficou o piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, ao passo que o colega de equipa de Raikkonen, Sebastian Vettel, foi o terceiro mais rápido, a 0,145s do melhor tempo.

As velocidades aumentaram e os tempos desceram na segunda sessão, que foi encurtada devido à cuva, tendo ambos os pilotos da Haas F1 Team melhorado os tempos que tinham realizado na primeira sessão. Grosjean terminou a segunda sessão com a décima terceira marca, 1m47,285s, melhorando 1,341s. A sua melhor volta surgiu na sua décima passagem pela linha de meta e tinha o seu carro equipado com pneus ultramacios.

Magnussen desceu a sua marca em 1,059s, 1m47,556, tendo o seu registo surgido na sua nona volta, também com pneus ultramacios. Terminou a sessão na décima-sexta posição.

Um chuvisco começou por aparecer entre as curvas cinco e nove, faltavam trinta minutos para terminar a sessão, a vinte minutos um bátega de água terminou, na prática, com a segunda sessão.

No topo ficou Hamilton, que superou Raikkonen por 0,262s, com uma volta de 1m44,753s. O colega de equipa de Hamilton na Mercedes, Valtteri Bottas, foi o terceiro mais rápido, a 0,427s de Hamilton.

O recorde da pista de Spa manteve-se intocado, mas parece destinado a cair quando a qualificação se iniciar no Sábado. Jarno Trulli detém o actual recorde da volta mais rápida a Spa – 1m44,503s registado com o seu Toyota durante a segunda parte da qualificação para o Grande Prémio da Bélgica de 2009. O melhor tempo de Hamilton na segunda sessão ficou a 0,250s de eclipsar a marca de oito anos de Trulli.

Entre as duas sessões, a Haas F1 Team completou no total setenta voltas, tendo Grosjean e Magnussen registado trinta e cinco cada um.

Comentários

Romain Grosjean (#8)
“No geral, estamos um pouco em dificuldades nos circuitos de baixo apoio aerodinâmico e parece ser esse o caso aqui em Spa. Estamos a tentar encontrar uma afinação entre a resistência e o apoio aerodinâmico, mas estamos a ter algumas dificuldades. Vamos ver o que podemos fazer melhor esta noite, trabalhar arduamente, encontrar os derradeiros décimos de segundo e decidir os níveis aerodinâmicos – que será uma grande decisão para nós. É complicado colocar tudo a funcionar e ter a velocidade de ponta correcta. Vamos esperar ter amanhã um pouco mais de performance e que isso nos possa colocar numa boa posição”.

Kevin Magnussen (#20)
“Penso que temos muitos dados que conseguimos hoje e sobre diversos aspectos. Temos muito para verificar e analisar para amanhã, portanto, mantenho-me positivo. Não dou muita atenção ao que se passou hoje. O desafio para amanhã é olhar para os níveis de apoio aerodinâmico e encontrar a afinação correcta. Será essa a chave. Foi muito divertido pilotar estes carros aqui, sem surpresas, mas muito divertido”.

Guenther Steiner (Team Principal)
“Queríamos testar aqui dois níveis diferentes de resistência aerodinâmica nesta pista, e foi o que fizemos e tirámos as conclusões que pretendíamos. Tivemos uma pequena dificuldade no início da segunda sessão, com o DRS, que foi superada rapidamente. Amanhã vamos outra vez para a pista e sabemos que níveis de resistência aerodinâmica vamos usar e vamos tentar ter uma boa afinação para a qualificação”.