GP Abimota 2017: Uma ‘edição de ouro’ que quer continuar a crescer...

GP Abimota 2017: Uma ‘edição de ouro’ que quer continuar a crescer em 2018

O 38º Grande Prémio ABIMOTA fecha com uma 'edição de ouro', ao “alargar o âmbito territorial da prova e regressar às quatro etapas, o que não acontecia desde 2008 e veio trazer uma ambição renovada à corrida

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Ardósia Digital - GP Abimota 2017Percorridos cerca de 640 km ao longo de um trajecto que somou 18 metas em quatro dias, terminou mais um Grande Prémio ABIMOTA, uma das mais carismáticas corridas por etapas do calendário português, destinada a corredores de Elite e Sub-23, que celebrou 40 anos de história e contou 38 edições de prova. A organização está já a trabalhar para a 39.ª prova.

Para João Miranda, presidente da Direcção da ABIMOTA – Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins, o 38º Grande Prémio ABIMOTA fecha com uma ‘edição de ouro’, ao “alargar o âmbito territorial da prova e regressar às quatro etapas, o que
não acontecia desde 2008 e veio trazer uma ambição renovada à corrida”.

O ano de 2017 fica também marcado pelo patrocínio da PT Empresas (patrocinador principal) e pela cobertura televisiva feita pela Sport TV, pelos seus canais Sport TV+ e Sport TV5, sendo feitos directos de todas as partidas e chegadas de cada etapa, bem como um resumo diário, ao final da noite. Tudo isto ajudou a “termos mais adesão por parte do público, porque ao haver uma maior divulgação na comunicação social chegámos a mais pessoas”, concluiu João Miranda.

Por outro lado, Vital Almeida, Director da prova, deixa uma nota para uma corrida “sempre competitiva, que se fez sentir ao longo das quatro etapas”, que arrancaram no Pinhal Interior, de Proença-a-Nova até Belmonte, prosseguindo o segundo dia de Penamacor, na zona da Cova da Beira até ao Sabugal.

A terceira etapa saiu de Almeida e terminou em Manteigas, arrancando a última etapa de Gouveia até Águeda.

“Foi uma prova para gente rija, com temperaturas elevadas que acompanharam sempre os quatro dias, que teve etapas complicadas, com muito sobe-e-desce, e acima de tudo com muita competição e ataques contínuos, mas que só veio valorizar ainda mais os ciclistas presentes”, sublinhou.

Próxima edição já está em curso

João Miranda é peremptório: “Para o ano vamos fazer tudo para a prova crescer ainda mais, dando-lhe maior relevância no nosso país”.

Está até aberta a possibilidade de avançar para as cinco etapas. “Mas, para já, ainda é muito precoce avançar com certezas. Estamos, contudo, a começar a trabalhar nesse sentido e nas datas do próximo ano, que vão manter-se no mês de Junho, conforme já é tradição no calendário nacional”.

Números que marcam a edição do GP Abimota 2017

* Corredores à partida: 110
* Equipas participantes: 14 (11 portuguesas e 3 espanholas)
* Municípios percorridos: 21
* Dias de prova: 4
* Etapas: 4
* Camisolas oficiais em disputa: 8
* Metas em disputa ao longo do percurso: 18
* Kms em prova: 640
* Viaturas envolvidas: + de 100
* Pessoas envolvidas: + de 300
* Recortes de Imprensa: + de 200

Histórico do Grande Prémio ABIMOTA
* 131 dias de prova
* 161 etapas
* 72 municípios portugueses (partidas ou chegadas)
* 4 espanhóis (partidas ou chegadas)
* 40 anos
* 38 edições



Moto Ardósia Digital – única no mundo e sempre presente no ABIMOTA

Muitos desconhecem-no, mas a Moto Ardósia Digital, registada e homologada, propriedade da portuguesa FullSport e utilizada desde sempre no Grande Prémio ABIMOTA, é única no mundo. Mário Piedade, que com orgulho conduz o veículo em grande parte das provas em que é requisitado, recorda que é assim desde a sua criação, tendo a estreia acontecido em Outubro de 2012.

“A principal vantagem desta mota é não obrigar à sua integração dentro do pelotão. Não necessita de se juntar aos corredores para visualizarem os tempos. É uma ardósia digital, em que se conseguem ver os tempos com distância, até pelo menos 300 metros”, explica o condutor, que trabalha sozinho.

“Tenho um teclado à frente e só preciso de receber por rádio a informação dos tempos”.

Independentemente disso, a ardósia é um relógio da prova, também mostra sinais de trânsito, sinaliza perigos, curvas, lombas e toda a sinalética do código de estrada, sendo ainda o único veículo na prova com publicidade on race.

No caso do Grande Prémio ABIMOTA, a Moto Ardósia Digital marca presença desde o ano em que foi criada, não tendo falhado nenhuma prova. Contudo, Mário Piedade lamenta a não valorização do veículo por parte de outras organizações, onde funcionam as ardósias manuais (com uma lousa e um marcador), à moda antiga.

“A mota acaba por ser mais reconhecida lá fora do que cá, porque somos muito requisitados para os campeonatos nacionais em Espanha, que fazemos há pelo menos cinco anos”, refere.



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