F1 2017: Antevisão da Haas F1 Team para a etapa em Singapura

F1 2017: Antevisão da Haas F1 Team para a etapa em Singapura

A Dinâmica das corridas muda em Singapura. Depois da corrida mais rápida, em Monza, a Haas F1 Team está pronta para a corrida mais longa da temporada da Fórmula 1.

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VF-17 da Haas F1 TeamDepois de competir na corrida mais curta no que diz respeito à duração, uma vez que a 3 de Setembro o Grande Prémio de Itália, disputado no Autodromo Nazionale di Monza, de 5,793 quilómetros, terminou após uma louca hora e quinze minutos, as equipas vão participar na corrida mais longa do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 – o Grande Prémio de Singapura, que terá lugar no Marina Bay Street Circuit, de 5,065 quilómetros, no próximo Domingo.

Desde que passou a integrar o calendário da Fórmula 1 em 2008, todos os Grandes Prémios de Singapura terminaram a menos de quatro minutos das duas horas de prova, que são o limite máximo da categoria. A corrida de 2015 foi a mais longa de todas, ao ultrapassar as duas horas por um minuto e vinte e dois segundos.

No entanto, ninguém se queixa da visita a Singapura. É uma cultura avançada e uma incrível modernização tomou conta da ilha tropical localizada apenas a um grau norte do equador e tornou-a numa plataforma de negócios e turismo, com a visita da Fórmula 1 à única cidade-estado do mundo a combinar as duas vertentes de uma forma gloriosa.

Quando Singapura ingressou na Fórmula 1, era mais que um evento num local espantoso. Foi a primeira corrida nocturna da Fórmula 1 e o primeiro circuito citadino da Ásia. O Grande Prémio de Singapura tem vindo a crescer desde então, com os pilotos a anteciparem a sua passagem pelo circuito de vinte e três curvas, apesar da sua natureza desafiante.

Poderosos focos iluminam a pista com tal luminosidade que os pilotos dizem que a pista fica mais iluminada que durante o dia, muito embora não existam brilhos. Com todos aqueles focos a cintilar nas formas dos carros enquanto viajam a mais de trezentos e vinte quilómetros por hora pelas rectas com faíscas a emanarem do fundo plano, os adeptos são presenteados com uma festa para os sentidos que só pode ser encontrada no Marina Bay Street Circuit.

Para domar a loucura destes vinte e dois carros de Fórmula 1 a gritar em redor desta pista elaborada, os pilotos têm que ter coragem para mantê-los intactos. Os muros que delimitam o Marina Bay Street Circuit não perdoam, mas para um piloto atingir cada grama de potencial da velocidade do seu monolugar, tem que dançar com os muros enquanto navega pelos inúmeros ressaltos da pista.

Se isso não for suficiente, Singapura em Setembro é muito quente. Para além disso, é também muito húmida. Por muito que exista a questão estética por detrás da corrida se realizar à noite, as horas nocturnas são mais frescas para pilotos e espectadores. Ainda assim, as temperaturas dentro dos carros chegam a 60ºC.

Apesar da dureza da pista e do difícil ambiente, o Grande Prémio de Singapura é apreciado pelos pilotos. A atmosfera electrizante da cidade e a beleza da Fórmula 1 à noite, durante a qual as chamas dos escapes e os disco em brasa oferecem um espectáculo de cor, que passa despercebido durante as provas diurnas, sobressai, o que é admirado pelos pilotos. É um Mónaco dos tempos modernos.

As luzes brilham em Marina Bay e a Haas F1 Team também quer brilhar. A equipa americana vai para a décima-quarta ronda de vinte corridas do calendário da Fórmula 1 embrenhada numa incrível batalha com a Toro Rosso e a Renault. Com trinta e cinco pontos conquistados até agora, figura no sétimo lugar do Campeonato de Construtores, estando a Haas F1 Team apenas a cinco pontos da Toro Rosso, detendo um ponto de vantagem sobre a oitava classificada, a Renault.

Estas pequenas margens podem mudar drasticamente com um bom resultado nos pontos e os pilotos da Haas F1 Team, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, estão atentos a este facto. Grosjean marcou pontos há duas corridas, no Grande Prémio da Bélgica, ao alcançar um sétimo posto, que ajudou a equipa a ultrapassar os vinte e nove pontos que somou na sua temporada de estreia, em 2016.

Magnussen conquistou pontos pela última vez no Grande Prémio do Azerbaijão, em Junho. Ambos os pilotos estão sedentos em garantir mais pontos nas restantes corridas de 2017.

Singapura, a casa de numerosos restaurantes de alta-cozinha que satisfazem até os mais exigentes palatos, pode servir à menos exigente Haas F1 Team um prato de pontos. Pontos são pontos, sejam como forem servidos, e no décimo aniversário do Grande Prémio de Singapura, um resultado entre os dez primeiros tornará os pontos ainda mais especiais. A mesa de Singapura está posta para a Haas F1 Team.