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Europeu de Estrada 2017: Francisco Campos 14º na prova de fundo para sub-23

Francisco Campos lutou até final, envolveu-se no sprint e conseguiu o 14º lugar, com o mesmo tempo do pelotão principal, que ficou a 3 segundos do vencedor, o dinamarquês Casper Pedersen.

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Francisco Campos - Europeu de Estrada 2017O português Francisco Campos foi o 14º classificado na prova de fundo para sub-23 do Campeonato da Europa de Estrada, disputada na manhã deste Sábado, em Herning (Dinamarca).

Os 160,8 quilómetros foram disputados a alta velocidade, num terreno totalmente plano, mas em condições adversas, devido à chuva e ao vento que, a espaços, fustigaram o pelotão. Os cinco elementos da Equipa Portugal tiveram percalços, com vários furos e quedas a marcarem a jornada.

Apesar disso, a Equipa Portugal pedalou com personalidade. João Almeida, André Carvalho e Gaspar Gonçalves cumpriram exemplarmente a missão de trabalhar para os corredores mais rápidos, César Martingil e Francisco Campos. As quedas de André Carvalho e de Gaspar Gonçalves, na última das oito voltas ao circuito, impediram os sprinters lusos de terem lançadores.

César Martingil furou a 600 metros da chegada e ainda se viu envolvido numa queda na recta da meta, da qual escapou sem cair, mas saindo a correr a pé rumo às barreiras para evitar males maiores. Francisco Campos lutou até final, envolveu-se no sprint e conseguiu o 14º lugar, com o mesmo tempo do pelotão principal, que ficou a 3 segundos do vencedor, o dinamarquês Casper Pedersen.

As medalhas foram discutidas por quatro corredores, que atacaram na última volta e que conservaram uma margem curta, mas suficiente para lutar pelo pódio. O mais forte foi Casper Pedersen, seguido pelo francês Benoit Cosnefroy e pelo suíço Marc Hirschi, ambos a 1 segundo.

“Foi um bom trabalho de equipa, apesar dos muitos azares. Os três corredores de trabalho cumpriram o seu papel. Foi pena que o André Carvalho e o Gaspar Gonçalves tenham caído. Além disso, houve imensos furos. A nossa Selecção teve mais furos hoje do que nas corridas anteriores todas juntas”, conta o seleccionador nacional, José Poeira.

“Eu hoje vinha mesmo bem. Os colegas de equipa trabalharam muito, mas foi pena já não estarem na parte final para me lançarem. Com mais ajuda e sem o esforço extra a que fui obrigado por dois furos, acredito que o top-10 era garantido”, frisa Francisco Campos.

Os vários percalços fizeram com que Francisco Campos fosse o único luso creditado com o tempo do pelotão principal. O aniversariante João Almeida foi o 65º, a 11 segundos, César Martingil foi 110º, a 1m35s, Gaspar Gonçalves cortou a meta no 134º lugar, a 12m37s, e André Carvalho foi o 135º, a 15m35s.