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Enduro de Castelo Branco 2017: Nathan Watson domina o primeiro dia do GP de Portugal

Nathan Watson (KTM) é a grande figura da competição. O inglês demonstrou toda a sua superioridade e acabou na frente da classificação da principal categoria, a Enduro GP, com 1m23,5s de vantagem sobre o segundo classificado e campeão do Mundo em título, Matthew Phillips (Sherco)

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Nathan Watson - Enduro de Castelo Branco 2017Concluída a primeira etapa do Alegro Enduro de Castelo Branco, sexta prova pontuável para o Campeonato do Mundo da modalidade, Nathan Watson (KTM) é a grande figura da competição. O inglês demonstrou toda a sua superioridade e acabou na frente da classificação da principal categoria, a Enduro GP, com 1m23,5s de vantagem sobre o segundo classificado e campeão do Mundo em título, Matthew Phillips (Sherco). O australiano protagonizou um duelo tremendo com o líder do Mundial, Steve Holcombe (Beta), que fechou na terceira posição, apenas a 1,16s de Phillips.

As temperaturas mais altas do que nos últimos dias e o pó que se fez sentir criaram dificuldades adicionais aos pilotos do Campeonato do Mundo de Enduro que estão a competir no Alegro Enduro de Castelo Branco. Loïc Larrieu (Yamaha) saiu do parque fechado na liderança da prova, fruto do melhor tempo realizado no Super Test da véspera. Mas depressa se percebeu que Nathan Watson, segundo no exercício inaugural, estava com vontade de vencer em Portugal.

O britânico foi o mais forte na primeira vez que os concorrentes percorreram os 9,3 km do Cross Test e assumiu a liderança. A partir daí, nunca mais a largou e registou o melhor tempo em sete das nove especiais cumpridas ao longo do dia.

O único piloto capaz de destronar Watson da lista dos mais rápidos foi Matthew Phillips. O piloto da Sherco conseguiu impor-se por duas vezes nos mil metros do Extreme Test (o exercício mais técnico dos três) na sua missiva para recuperar posições. À saída do parque fechado era sétimo e termina o dia em segundo. Steve Holcombe, oitavo antes do arranque de hoje, também subiu bastante na classificação e acabou em terceiro, a pressionar o campeão do Mundo.

Também a crescer esteve Diogo Ventura. O piloto da Honda, campeão nacional desde o passado fim-de-semana, acabou a etapa em oitavo, três posições acima daquela que ocupava após o Super Test da véspera.

Watson explicou que o segredo para ganhar foi, além da rapidez, a consistência.

“Foi um dia muito bom. Consegui ser muito rápido no Cross Test, bem como no Enduro Test, e não perdi muito tempo no Extreme Test. Aí não cometi erros e estive confortável com o meu ritmo. Amanhã o plano passa por manter este ritmo e fazer boas especiais. Veremos o que irá acontecer”, afirmou.

Para Phillips, o elevado nível técnico dos percursos jogou a seu favor.

“Dou sempre o máximo, mas infelizmente os resultados nas últimas três rondas não espelham isso. Hoje o facto do Enduro Test e do Extreme Test serem muito duros ajudou-me bastante. O factor essencial não era a velocidade, mas sim o aspecto técnico. Para mim essa foi uma boa vantagem. Foi um bom desafio, apesar do muito pó que se fez sentir durante as especiais. Estou muito contente pelo resultado conseguido. Hoje o Nathan [Watson] foi muito rápido, mas amanhã espero colocar mais pressão. Porém, se der novamente o máximo e for segundo também ficarei contente”, explicou o campeão do Mundo.

Depois de um início menos conseguido, Holcombe encontrou o seu ritmo, apesar de alguns erros. Para o britânico, o principal objectivo não é a vitória.

“Ontem não realizei uma boa Super Test e fiquei um pouco desiludido com o meu desempenho. Hoje tentei dar o máximo desde o início. Consegui ser rápido, mas cometi alguns erros nas duas primeiras passagens pelo Exreme Test. Nesta fase do campeonato não preciso de arriscar tudo para ganhar. Posso gerir os acontecimentos e desde que termine à frente do Loïc Larrieu ficarei contente. O campeonato está a caminhar para o fim e tenho de manter a vantagem que tenho de modo a conseguir sagrar-me campeão do mundo”, disse.

Diogo Ventura ficou muito satisfeito com a sua prestação.

“Como era esperado foi um dia com bastante calor. As especiais eram muito bonitas, mas também muito difíceis. Tinham muitas pedras e era fácil cometer um erro. De qualquer forma a Escuderia Castelo Branco está de parabéns pelo trabalho feito. Quanto ao meu desempenho estou muito feliz com o resultado alcançado. Dei o máximo e fui melhorando com o desenrolar do dia. Surpreendi-me a mim próprio em algumas especiais. É este o caminho que tenho de seguir no futuro. No ano passado competia na categoria júnior e fui várias vezes ao pódio. Este resultado não foi um pódio, mas é como se fosse”, disse o recém-consagrado campeão português.

Nas restantes categorias, destaque para Jamie McCanney (Yamaha) que ganhou em E2. O inglês acabou com pouco mais de 20 segundos de vantagem sobre o espanhol Josep Garcia (KTM) que é segundo. Entre os júniores, Albin Elowson (Husqvarna) foi o mais forte, mas com o segundo classificado, Mikael Persson (Yamaha) a menos de sete segundos. No Youth Enduro, o italiano Andrea Verona (TM) venceu confortavelmente. Deixou Leo Le Quere, também em TM, a mais de dois minutos. Na competição nacional, Gonçalo Reis esteve em destaque. O piloto da KTM venceu com 1m57,78s sobre o segundo classificado, André Martins (Suzuki).

Amanhã realiza-se a segunda etapa do Alegro Enduro de Castelo Branco. Com partida marcada para as oito horas, os tempos dos pilotos voltam à marca zero e todos partem em plano de igualdade para cumprirem o circuito por três vezes. O vencedor somará 25 pontos, tal como aconteceu com Nathan Watson no dia de hoje.