Do Downhill ao Slalom, uma viagem pelo Esqui Alpino

Do Downhill ao Slalom, uma viagem pelo Esqui Alpino

Apesar de não ter grande expressão em Portugal, a modalidade é muito apreciada nos restantes países da Europa e também na América do Norte

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Realiza-se no próximo mês de Fevereiro (entre os dias 6 e 17) na cidade suíça de St. Moritz, a 44ª Edição do Campeonato do Mundo de Esqui Alpino, que reúne todos os grandes nomes da modalidade.

Apesar de não ter grande expressão em Portugal, a modalidade é muito apreciada nos restantes países da Europa e também na América do Norte (Estados Unidos da América e Canadá).

O Esqui Alpino é disputado por homens e mulheres, e consiste em percorrer um percurso em alta velocidade, passando pelas várias “portas” espalhadas ao longo do percurso.

As 4 categorias são: Downhill, Slalom Super-Gigante, Slalom Gigante e Slalom, sendo o Downhill o mais rápido e o Slalom o mais técnico, e por isso também o mais lento dos quatro.

DOWNHILL

A especialidade é caracterizada por ter um percurso longo e rápido; os competidores atingem velocidades na ordem dos 120 Km/hora, mas nalguns casos podem atingir os 150 Km/hora.

As competições oficiais disputam-se em 3 dias, sendo o primeiro utilizado para conhecer as características do percurso, o segundo para fazer um treino e o terceiro dedicado totalmente às corridas.

A pista tem de ser homologada pela FIS (Federação Internacional de Esqui) e deve estar completamente cercada por fortes redes, para impedir que pessoas estranhas à competição entrem, e para evitar que os competidores saiam “disparados” para longe em caso de queda.

Desde 2003 que a FIS obriga os organizadores a pintarem linhas azuis para guiarem os esquiadores e para que possam ver o relevo da pista; os esquiadores são obrigados a utilizar um capacete, esquis com medidas mínimas de 215 cm para homens e 210 cm para mulheres, e batoms (uma espécie de guiador que os concorrentes usam nas mãos, um em cada mão).

SLALOM SUPER GIGANTE

As regras são iguais às do Downhill, mas as velocidades são mais pequenas e o percurso não é tão extenso, nem tão sinuoso; também se disputa numa única mão e o vencedor é aquele que concluir o percurso no menor tempo.

SLALOM GIGANTE

Regras iguais, mas percurso totalmente diferente, pois o desnível do terreno tem de estar entre os 11% e os 15%, ou seja entre 250 e 450 metros; a maior parte das provas têm um desnível de 300 metros e entre 33 a 45 “portas”, que têm de ser ultrapassadas sem falhas (em caso de falha, o competidor é desclassificado).

A prova é disputada em duas mãos e o vencedor é aquele que concluir as duas corridas no menor tempo possível; nas provas da Taça do Mundo, Campeonato do Mundo e Jogos Olímpicos, a segunda mão é disputada apenas pelos 30 melhores corredores da 1ª Mão e a partida é por ordem inversa à classificação, para dar mais emoção aos espectadores e tele-espectadores.

A especialidade disputa-se desde 1950 e faz parte do programa dos Jogos Olímpicos de Inverno desde 1952; já a Taça do Mundo só foi introduzida pela FIS na época 1966/1967.

SLALOM

É a grande especialidade do Esqui Alpino, aquela que tem mais espectadores e que é mais acarinhada pelos apreciadores deste desporto tão peculiar; as regras são particularmente semelhantes às do Slalom Gigante, mas as “portas” têm um aspecto diferente (no Gigante a porta são duas estacas colocadas uma perto da outra, com um pano a ligá-las, enquanto no Slalom normal é apenas utilizada uma estaca).

Para além da prova normal de Slalom (duas mãos, sendo o vencedor aquele que fizer o percurso em menos tempo), existe ainda o Combinado (Downhill e Slalom) feito apenas num só dia.

Os competidores começam bem cedo a realizar a “louca” descida e ainda antes do sol desparecer no horizonte (nas maior parte das estâncias de ski, fica de noite perto das 14/15 horas), as duas mãos do Slalom têm de estar concluídas.

NOMES FAMOSOS DA MODALIDADE

Homens: Kjetil André Aamodt (Noruega), Stephan Eberhater (Áustria), Marc Girardelli (Luxemburgo), Bode Miller (EUA), Hermann Maier (Áustria) e Alberto Tomba (Itália)

Mulheres: Michaela Dorfmeister (Áustria), Martina Erlt (Alemanha), Renate Goetschel (Áustria), Janica Kostelic (Croácia), Anja Paerson (Suécia) e Lindsey Vonn (EUA)