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FCP regressa ao ciclismo e espera alcançar os mesmos êxitos de SCP e SLB

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O FC Porto anunciou, na tarde deste Domingo, o regresso ao ciclismo em 2016, com uma equipa apoiada na anterior W52, que conquistou a Volta a Portugal em Bicicleta no ano 2015.

Em declarações ao site oficial do clube, Pinto da Costa referiu que “o entendimento foi perfeito e rápido, pois bastou uma conjugação de esforços entre nós, o senhor Alberto Quintanilha [dono da W52] e Nuno Ribeiro [director-desportivo da W52]”.

Na passada 5ª Feira, o Sporting tinha anunciado que iria voltar ao Ciclismo pelas mãos da W52, mas hoje todo o processo sofreu um volte-face, alegadamente pelo facto dos “leões” terem dúvidas sobre casos de doping no seio da equipa.

A W52 refutou todas as acusações leoninas, e disse que o Sporting “precipitou-se” ao anunciar um acordo que ainda não estava totalmente selado e, por isso, continuou a “negociar com outros parceiros”.

A nova equipa do FC Porto, que tinha suspendido a modalidade em 1984, irá chamar-se W52-FC Porto-Porto Canal e o grande objectivo é conquistar a Volta a Portugal, que a acontecer será o 14º título da equipa portista.

A primeira vez que o FC Porto entrou numa competição ciclística foi em 1945 na pista do Estádio do Lima (Prólogo da Volta a Portugal), local emblemático para os ciclistas nortenhos.

Os grandes nomes da equipa foram Fernando Moreira, António Dias dos Santos, Moreira de Sá, Carlos Carvalho, Sousa Cardoso, Mário Silva, José Pacheco, Joaquim Leão, Joaquim Santos, Manuel Zeferino e Marco Chagas.

Apesar dos rivais (Sporting e Benfica) não estarem muito interessados em competir com os portistas, pelo menos para já, os dois clubes lisboetas têm muita tradição no ciclismo nacional.

Os “leões” iniciaram a actividade em 1911, por influência de Soares Júnior, que foi um dos primeiros ciclistas profissionais, sendo também Presidente do clube leonino e um dos fundadores da União Velocipédica Portuguesa, que depois viria a chamar-se Federação Portuguesa de Ciclismo.

Alfredo Trindade foi a primeira grande estrela leonina nas estradas portuguesas (travou duelos muito interessantes com José Maria Nicolau, do Benfica), mas nunca teve a mesma mediatização de Marco Chagas e, principalmente, de Joaquim Agostinho, para muitos o melhor ciclista português de todos os tempos.

Para além dos ciclistas já referidos, destaque ainda para Laranjeira Guerra, António Cristiano, Carlos Fernandes, Dias Maia, João da Silva, Rodrigo Garrido e os irmãos Sousa (Alfredo e João).

Já o Benfica entrou nas competições logo em 1906 (ano da fundação – o símbolo do clube é composto por uma roda de bicicleta), mas a primeira conquista (a Volta a Portugal em Bicicleta) só aconteceu em 1931.

O momento mais alto da equipa foi em 2008, quando à semelhança do que aconteceu com o Real Madrid no futebol, o Benfica arranjou uma equipa de “galáticos”: José Azevedo, Cândido Barbosa, Bruno Castanheira, Rui Costa, Rubén Plaza, Pedro Lopes, Danail Petrov e Mikel Pradera.

Alfredo Luís Piedade, José Maria Nicolau, Eduardo Lopes, José Martins, Peixoto Alves, Francisco Valada, Américo Silva, Fernando Mendes, Firmino Bernardino, David Plaza e Melcior Mauri são outras referências do clube lisboeta.